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Sem o clima próprio da família, as virtudes tornam-se mais difíceis.

23 de maio de 2012

No contexto global, está em curso um debate muito intenso sobre a família. Tal debate coloca em discussão a família como forma social ordenada sobre o matrimônio entre um homem e uma mulher e sobre a estabilidade da relação deles orientada para a procriação e educação dos filhos por meio da complementaridade e reciprocidade entre eles.

A opinião pública coloca uma questão: a família é ainda uma fonte para a pessoa e para a sociedade ou é uma herança do passado que impede a emancipação dos indivíduos e o advento de uma sociedade mais livre, igualitária e feliz?

O livro “La famiglia risorsa della società” (Em tradução livre: A família fonte da sociedade) pretende responder a essa pergunta com uma investigação original, tanto teórica e empírica, quanto documentada. 

A obra foi escrita pelo italiano Pierpaolo Donati, professor de sociologia da família da Universidade de Bolonha, e lançada nesta terça-feira, 22, durante uma coletiva de impressa concedida pelo Pontifício Conselho para a família, Concílio Vaticano.

Como explica o próprio autor, na primeira parte do livro, são apresentados e comentados os conhecimentos disponíveis no âmbito internacional. Já na segunda parte, são apresentados os resultados de uma pesquisa científica que, em 2011, entrevistou 3500 pessoas entre 30 e 55 anos.

“No geral, a pesquisa mostra que a separação da família normo-formada (aquela composta por um marido e uma esposa, em união pública e estável com os próprios filhos) e sua desconstrução não melhoram a condição de existência das pessoas, e em muitos casos piora”, esclarece Donati.

Segundo o sociólogo, a família pode ser articulada de muitos e diversos modos na vida cotidiana, mas colocá-la em dúvida e despotencializá-la, significa tornar as pessoas fracas e passivas de respeito à sociedade, que deve assisti-las, em vez de torná-las autores, agentes que geram o capital humano e social desta mesma sociedade.

"Como o leitor poderá contar lendo o texto, esta pesquisa é uma ‘viagem dentro e em volta do genoma social da família’, uma redescoberta das razões pelas quais a família é, e permanece sendo, a fonte e a origem da sociedade”, destaca o pesquisador.

Em síntese, a obra demonstra que a família é uma fonte para a sociedade porque gera virtudes sociais e que isso se realiza quando a família vive segundo a ética do dom. 

“A relação familiar gera um clima caracterizado pela confiança, cooperação, reciprocidade, na qual crescem as virtudes pessoais e sociais. Sem o clima próprio da família, as virtudes pessoais e sociais tornam-se mais difíceis e, às vezes, é impossível aprender isso e colocar em prática”, enfatiza Pierpaolo Donati.

Fonte:Canção Nova

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