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Turismo: Vaticano pede consciência ecológica.

11 de julho de 2013

O Vaticano apelou hoje a uma maior consciência ecológica por parte dos turistas em todo o mundo, numa mensagem intitulada ‘Turismo e água: proteger o nosso futuro comum’.

“É importante reiterar que todos os que estão envolvidos no fenómeno do turismo têm uma forte responsabilidade na gestão da água, de modo a que este setor seja efetivamente fonte de riqueza a nível social, ecológico, cultural e económico”, destaca o documento do Conselho Pontifício da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes a respeito do Dia Mundial do Turismo 2013, que se celebra a 27 de setembro.

O organismo da Santa Sé advoga uma “uma mudança de mentalidade” que leve a adotar um estilo de vida diferente, “caracterizado pela sobriedade e a autodisciplina”.

“Deve garantir-se que o turista esteja consciente e reflita sobre as suas responsabilidades e sobre o impacto da sua viagem. Ele deve ser capaz de chegar à convicção de que nem tudo é permitido, mesmo que pessoalmente possa assumir o seu custo económico”, sublinha a mensagem.

O Conselho Pontifício propõe a educação para “pequenos gestos” que combatam o desperdício ou contaminação da água e incentivem o seu “uso racional”, promovendo políticas adequadas e implementando equipamentos eficientes.

“É necessária, portanto, uma maior determinação por parte dos políticos e empresários, pois apesar de estarmos conscientes dos desafios que o problema da água nos coloca, temos consciência de que isto tem ainda de concretizar-se em compromissos vinculantes, precisos e verificáveis”, acrescenta a nota.

O tema escolhido pela Organização Mundial do Turismo associa-se ao Ano Internacional da Cooperação para a Água (2013), proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

“Para o setor turístico, a água é de crucial importância, um bem e um recurso”, destaca o Vaticano.

O documento sustenta a necessidade de uma “economia verde”, cujo impacto ambiental se mantenha dentro de “limites aceitáveis”, e de um turismo ecológico, “respeitoso e sustentável”.

O organismo da Santa Sé recorda que uma em cada três pessoas vive num país com escassez de água de moderada a alta, e refere ser possível que em 2030 essa escassez afete “quase metade da população mundial”.

Segundo dados das Nações Unidas, cerca de mil milhões de pessoas não têm acesso à água potável.

“A gestão sustentável deste recurso natural é um desafio de ordem social, económica e ambiental, mas sobretudo de natureza ética, a partir do princípio do destino universal dos bens da terra, que é um direito natural”, assinala o Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes.

Este dicastério evoca as mensagens do Papa Francisco em favor do respeito pela natureza e sublinha a importância da água na simbologia católica.

Fonte:Agência Ecclesia

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